Renan tem vínculos com empreiteiras suspeitas

O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB), é o mais novo personagem da área política apontado como beneficiário de esquemas de fraudes tocados por empreiteiras.

Reportagem da revista Veja desta semana cita que, além de ser amigo próximo do empresário Zuleido Veras, dono da construtora Gautama, que fraudava licitações federais, Calheiros tem vínculos ainda mais estreitos com uma outra empresa, a Mendes Júnior, uma das maiores empreiteiras do país.

Segundo a reportagem de Veja, um lobista da Mendes Júnior, Cláudio Gontijo, exerce em Brasília o inusitado papel de “mantenedor” de Renan Calheiros. Paga-lhe parte das contas. Por exemplo.

O lobista põe à disposição do presidente do Congresso um flat num dos melhores e mais caros hotéis de Brasília, o Blue Tree. O flat, número 2.018, usado para compromissos que exijam discrição, está em nome de Cláudio Gontijo.

Gontijo também pagou, segundo a Veja, até março passado, o aluguel de R$ 4.400 mensais de um apartamento residencial, em Brasília. O imóvel tem quatro quartos e fica em uma área nobre da Capital. Nele morava, até recentemente, a jornalista Mônica Veloso, com quem, segundo a revista, Renan tem uma filha de três anos. No contrato de locação, o lobista assina como fiador.

Gontijo também pagava R$ 12 mil mensais de pensão para a filha do senador com a jornalista. A pensão foi bancada pelo lobista da Mendes Jr. de janeiro de 2004 a dezembro do ano passado. Calheiros até agora não soube explicar sua proximidade com as empreiteiras.

Segurança sucateada

 

Dados da OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso do Sul) apontam que 40% dos processos que tramitam no Juizado Criminal de Campo Grande são relativos a roubos. Ontem, ao conhecer tais números, o governador André Puccinelli (PMDB) disse que concorda com a implementação de um projeto para reduzir a violência na Capital. Só não disse quando vai tirar das oficinas as viaturas que mofam por falta de conserto e investirá em combustível para fazer circular as que ainda rodam.

Arapongas ganharão novos equipamentos

 

O governo do Estado dá sinais de que pretende valorizar as escutas-telefônicas, grampos que nas últimas horas passaram a ser condenados pelos mais diferentes setores da sociedade, principalmente congressistas e representantes da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

 

O governo justifica que o equipamento servirá para reestruturar os serviços de inteligência das polícias Civil e Militar.

 

Para adquirir tais equipamentos, o governo participa, nesta sexta-feira, de pregão eletrônico. Através do pregão, serão adquiridos micro-gravadores, escutas ambientes, câmeras digitais e filmadoras.

 

O governo também deveria se preocupar em renovar a frota de veículos dos arapongas. Muitos deles andam perdendo peças pelas ruas e suas placas, mesmo frias, já estão amplamente visadas pelos criminosos.

Fisco estaria de olho em supostos fraudadores da propaganda

 

Autoridades fazendárias do Estado estariam vasculhando os movimentos bancários de alguns dos nomes envolvidos no suposto esquema de desvio de verbas da propaganda no governo de Zeca do PT. Entre 2003 e 2006, o esquema teria desviado, em benefício de empresas de comunicação, gráficas, agências de publicidade e jornalistas, entre R$ 12 milhões e R$ 30 milhões.

 

As autoridades fazendárias, no entanto, estariam priorizando na checagem ex-detentores de cargos de chefia no governo de Zeca do PT. É esse grupo, segundo o Ministério Público, que teria sido responsável pelo comando do suposto esquema fraudulento. Estariam nesta lista, ex-dirigentes da Cogecom (Coordenadoria Geral de Comunicação) e ex-secretários da Coordenadoria Geral de Governo de Zeca do PT.

Discurso contraditório

Se, por um lado, foi feliz na posição de apoiar a punição de administradores públicos corruptos, por outro lado o presidente da OAB nacional, Cezar Britto, que esteve nesta quinta-feira em Campo Grande falando sobre a violência no País, cometeu um deslize ao atacar o trabalho da Polícia Federal que vem colocando atrás das grades políticos de todos os calibres.

Britto cometeu um equívoco ao condenar, publicamente, o uso de escutas-telefônicas pela PF para desvendar esquemas de corrupção. Também foi amplamente absurda a sua posição de não concordar com a divulgação dos nomes do corruptos presos.

Ao condenar o que chamou de abusos da PF, Britto acabou defendendo uma postura que acaba favorecendo ações fraudulentas pelos quatro cantos do País e que se reveste de um caráter totalmente ditatorial, ranço que não deveria fazer parte do discurso de um dirigente da OAB.

Pensão por um fio

O presidente nacional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil), Cezar Britto, disse nesta quinta-feira, em Campo Grande, que defende o fim dos benefícios salariais a ex-governadores. Ele citou como exemplo mais recente da irregularidade a pensão vitalícia concedida, no final de 2006, pela Assembléia Legislativa, ao ex-governador Zeca do PT.

Britto se mostrou otimista com relação à derrubada do projeto pelo STF (Supremo Tribunal Federal), onde a matéria tramita. Segundo o presidente da OAB, alguns ministros do STF já sinalizaram que vão derrubar o benefício em plenário, o que obrigaria Zeca do PT a devolver os salários referentes à pensão recebidos desde janeiro.

Revista beneficiada com verbas da propaganda teria tentado calar ex-servidora

 

O dono de uma revista que estaria na relação das empresas de comunicação beneficiadas com o esquema de mau uso das verbas da propaganda no governo passado teria tentado persuadir a ex-funcionária da Cogecom, Ivanete Leite Martins, a desistir de contar ao Ministério Público Estadual mais detalhes sobre o que sabe sobre as supostas fraudes.

 

O dono da revista, segundo fontes desta coluna, teria sido enviado para falar com Ivanete Martins por supostos controladores do esquema, que teria desviado, entre 2003 e 2006, entre R$ 12 milhões e R$ 30 milhões de um volume de R$ 122,5 milhões destinados para a propaganda institucional do governo.

 

Depois de procurada pelo empresário, segundo as fontes do blog, Ivanete Martins teria voltado atrás em algumas posições em relação às denúncias. Ela teria, por exemplo, desistido de levar a público um DVD em que existem mais provas do funcionamento do esquema.

“Esquema da propaganda” teria garantido salários mensais a jornalistas

Dois editores de um grande jornal da Capital estariam na lista de propinas que supostamente eram pagas por um esquema que teria desviado entre R$ 12 milhões e R$ 30 milhões da propaganda oficial no governo passado.

A lista, que foi encontrada, por acaso, por um funcionário da Cogecom (Coordenadoria Geral de Comunicação), no computador de um ex-diretor do órgão, acusava pagamento entre R$ 3 mil e R$ 5 mil mensais aos dois jornalistas, como uma espécie de gratificação por matérias positivas veiculadas em favor do governo petista.

O pagamento era feito sem que os jornalistas tivessem qualquer vínculo trabalhista com a Cogecom ou cumprissem horário normal de expediente no órgão. Membros de uma força-tarefa que investiga a suposta fraude já teriam conhecimento do nome dos dois profissionais que integravam o esquema de benesses.

Propina desviada da propaganda teria sido registrada em computador

Funcionário com grande trânsito na sala de um ex-diretor da Cogecom (Coordenadoria Geral de Comunicação) no governo de Zeca do PT teria confirmado o que o Ministério Público Estadual esmiúça: que existia na Cogecom, no governo passado, uma lista oficial com o nome jornalistas, empresas de comunicação, gráficas e agências de publicidade que eram privilegiados na partilha das verbas da propaganda que escorriam pelo ralo, ou seja, que eram desviadas de seu principal propósito.

Segundo o funcionário da Coordenadoria de Comunicação, a descoberta se deu por um acaso, quando ele navegava no computador do tal diretor do órgão. Conforme o funcionário, em uma pasta de um dos arquivos do computador estavam elencados os nomes dos beneficiários do esquema e quanto cada um recebia pelo sistema “por fora”, gratificação dada a quem era mais afinado com o governo petista.

A informação do funcionário da Cogecom confirma as denúncias feitas pela ex-servidora do órgão, Ivanete Leite Martins, de que no governo de Zeca do PT teria funcionado um suposto esquema de favorecimento financeiro a um grupo seleto de profissionais, dedicado a produzir material de caráter positivo sobre o governo petista.

Segundo Ivanete Martins, somente entre os anos de 2003 e 2006, no segundo mandato de Zeca do PT, o volume de verbas da propaganda que teria sido desviado oscilaria entre R$ 12 milhões e R$ 30 milhões.

Delcídio paga aluguel de avião que o ligou a fraudadores

Para tentar desvincular seu nome do esquema que fraudava licitações públicas federais, comandado pela empreiteira baiana Gautama, o senador Delcídio Amaral (PT) decidiu quitar, ontem, com um cheque pré-datado para o dia 5 de junho, a dívida de R$ 24 mil que mantinha com a Ícaro Táxi Aéreo pelo aluguel do avião que o levou, em abril, para o enterro do sogro em Barretos (SP).

Ontem, para confirmar a quitação da dívida de Delcídio com a Ícaro Táxi Aéreo, seu gabinete entregou à Folha de S. Paulo um recibo da empresa confirmando o pagamento.

O nome de Delcídio surgiu na Operação Navalha, que desvendou as supostas fraudes comandadas pela Gautama, por uma conversa telefônica do dono da empreiteira, Zuleido Veras, com o empresário Luiz Gonzaga Salomon, amigo do senador.

Na conversa, Salomon pedia a Veras que custeasse a viagem do senador até o interior de São Paulo. Mesmo com o pagamento da dívida, Delcídio foi incluído na lista de suspeitos de relação íntima com a Gautama elaborada pela Polícia Federal. O relatório sobre o esquema já está de posse do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

Língua solta

 

Empresário do ramo de comunicação que aumentou o patrimônio usando suas empresas para extorquir políticos, estaria tentando denegrir a imagem de empresa concorrente por conta do declínio de repasses financeiros a seu conglomerado.

 

O empresário estaria publicando em seu jornal informações dando conta que o concorrente vem sendo privilegiado na partilha de verbas em um determinado Poder, esquecendo-se que, no passado, mudou da noite para o dia sua posição em relação a um governante que, num piscar de olhos, passou de seu inimigo a amigo de pescaria, depois de um acerto financeiro.

 

Esse mesmo empresário, dizem, há alguns anos passou por situação constrangedora ao se ver obrigado a engolir, literalmente, recortes de um jornal em que acusava uma suposta vítima de extorsão. Contam que, depois de passar pelo constrangimento, sob a mira de um revólver, o empresário teve de correr alguns quarteirões para não ser esfolado vivo.

Fraude atormenta noites de ex-secretário

 

Ex-secretário de governo não tem dormido diante da repercussão das denúncias de suposto desvio de verbas da propaganda no governo de Zeca do PT.

 

O rombo entre 2003 e 2006 chegaria a R$ 30 milhões, partilhados entre o ex-secretário, colegas seus de repartição e agências de publicidade, gráficas, empresas de comunicação e jornalistas “chapa branca”.

 

Amigos próximos do ex-secretário, que hoje tem cargo eletivo, dizem que ele tem passado noites em claro procurando formas de apagar pistas de sua suposta participação nas maracutaias.

Ladrões usam frio para furtar

 

O frio não tem sido obstáculo para os ladrões na Capital. Na madrugada desta quinta-feira, desconhecidos furtaram fios de energia de duas residências no bairro Vilas Boas, de classe média.

 

Uma das vítimas, residente na Rua Coronel Bento, 483, relatou que os ladrões levaram a fiação que liga o poste da rua ao padrão da casa.

 

O morador falou que só notou o furto no início da manhã, quando acordou para trabalhar. Ele falou que é o terceiro furto do gênero na região nesta semana. A polícia silencia sobre o assunto.

Polícia protege servidora que denunciou fraude no governo de Zeca do PT

A pedido do MPE (Ministério Público Estadual), policiais à paisana vêm garantindo proteção à ex-funcionária da Cogecom (Coordenadoria Geral de Comunicação) no governo de Zeca do PT, Ivanete Leite Martins.

A segurança estaria sendo feita, diuturnamente, junto à casa da ex-servidora, no bairro Vila Gomes, por um grupo de policiais designado pela Sejusp (Secretaria de Justiça e Segurança Pública) e que utilizaria viaturas descaracterizadas (sem emblemas da unidade onde atuam) no trabalho.

A ex-servidora, que atuava no setor da Cogecom responsável pelo rateio da verba da propaganda no governo petista, iniciou, há algumas semanas, denúncias envolvendo o favorecimento, ilegal, a agências de propaganda, gráficas, empresas de comunicação e jornalistas com parte desses recursos.

O grupo, segundo Ivanete Martins, recebia entre 5% e 10% dos valores remanejados da propaganda, para “esquentar” os supostos repasses com notas frias.

Segundo a ex-servidora, o esquema, que teria desviado, entre 2003 e 2006, cerca de R$ 30 milhões de um total de R$ 122,5 milhões destinados à mídia, era comandado por ex-secretários de Zeca do PT que tinham amplo domínio sobre os recursos.

Repercussão - As primeiras denúncias feitas por Ivanete Martins foram repercutidas por um jornal da Capital. Convocada para comprovar a existência do esquema perante o Ministério Público, a ex-funcionária da Cogecom levou, na semana passada, aos promotores, gravações em DVD confirmando as denúncias.

Após tomar o depoimento da ex-servidora por cerca de uma hora, o promotor Marcos Antônio Martins Sottoriva foi autorizado, pela Procuradora-Geral de Justiça, Irma Vieira de Santana e Anzoategui, a criar uma força-tarefa para investigar as denúncias.

O grupo, além de Sottoriva, envolve pesos-pesados do MPE, como os promotores Gilberto Robalinho da Silva, Marcos Fernandes Sisti e Silvio Amaral Nogueira de Lima.

Os promotores pretendem checar todos os gastos efetuados com propaganda pelo governo do PT no período denunciado pela servidora, e não descartam fazer uma devassa, também, nos anos anteriores da administração petista, entre 1999 e 2003.

Sottoriva também solicitou, nas últimas horas, ajuda de técnicos do Tribunal de Contas do Estado para agilizar a fiscalização dos gastos com a propaganda. Depois da análise da papelada, o promotor espera começar a convocar pessoas que teriam implicação com a suposta fraude, citadas por Ivanete Martins.

O promotor também deve ouvir o ex-governador Zeca do PT, que na última semana negou que tenha havido mau uso de verbas da propaganda em seu governo. Zeca do PT disse também que não conhece Ivanete Martins e advertiu que poderá convocá-la a provar as denúncias na Justiça.

Balela em plenário

 

Virou motivo de risos, na sessão desta quarta-feira da Assembléia Legislativa, moção do deputado Márcio Fernandes (PSDB) em homenagem ao gol 1.000 marcado pelo atacante Romário.

 

Integrante da Bancada Ruralista, Fernandes, novato na Casa, deixou de lado as rotineiras reclamações do setor a que pertence para homenagear o atacante vascaíno, que já chegou a afirmar que a Capital de MS seria Cuiabá.

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